OMS suspende estudos com Cloroquina; não houve benefícios e risco de morte aumentou

Reino Unido desenvolve um teste de picada no dedo que produz resultados em 10 a 15 minutos.
Reino Unido desenvolve um teste de picada no dedo que produz resultados em 10 a 15 minutos.

A Organização Mundial da Saúde resolveu interromper todos os estudos que avaliavam a eficácia da hidroxicloroquina e cloroquina no tratamento contra a Covid-19, porém, depois da revista científica Lancet ter publicado pesquisa com 96 mil pessoas internadas com coronavírus, em 671 hospitais, de seis continentes, mostrando que o uso dessas substâncias estava ligado a um risco maior de arritmia e de mortes, além de não ser verificado nenhum benefício no tratamento da doença, a Organização suspendeu estudos e não indica mais o uso da substância em tratamentos da Covid-19.


A recomendação da OMS passou a ser que, por enquanto, cloroquina e hidroxicloroquina só devem ser usadas em experimentos, em hospitais e sob supervisão médica. Apesar disso, no Brasil, o Ministério da Saúde informou que vai manter as orientações que ampliam o uso da cloroquina. Na semana passada, o MS alterou o protocolo vigente para permitir que o medicamento seja usado também por pacientes com sintomas leves do novo coronavírus. Antes o uso era restrito a pacientes graves e críticos e com monitoramento em hospitais.

De acordo com Mayra Pinheiro, secretária de gestão a orientação do Ministério da Saúde “segue uma orientação feita pelo Conselho Federal de Medicina que dá autonomia para que os médicos possam prescrever essa medicação para os pacientes que assim desejarem. Isso é o que vamos repetir diariamente. Estamos muito tranquilos a despeito de qualquer entidade internacional cancelar seus estudos com a medicação, estudos de segurança”, afirmou.

A secretária também minimizou a decisão da OMS, descredibilizando a publicação que a Organização se baseou para tomar a decisão,: “não se trata de ensaio clínico, é apenas um banco de dados coletado de vários países. Isso não entra como critério para servir como referência… “Nesses estudos, a forma de seleção dos pacientes, onde não havia uma dose padrão, uma duração padrão e medicação padrão para que possa ser considerado como ensaio clínico, nos faz refutar qualquer possibilidade de usar como referência para o Brasil recuar na sua orientação”, disse Mayra.

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