Justiça bloqueia cachês de Xanddy, do Harmonia do Samba

O Tribunal de Justiça da Bahia determinou que fossem penhorados os cachês dos shows de Xanddy, da banda Harmonia do Samba, como forma de pagar uma dívida que o cantor contraiu juntamente com a sua esposa, Carla Perez. Com valor superior a R$ 5 milhões, o débito é com a empresa South América Serviços e Assessoria Logística por um processo movido desde 2005 referente ao não pagamento pela venda de um imóvel, em Lauro de Freitas.

Mohamad Fahad Hassan, advogado da empresa, afirmou que “A credora descobriu que o cantor vem fazendo apresentações pela internet (lives) e que tem um show agendado para acontecer logo depois do fim do isolamento determinado pela crise da Covid-19. Diante disso, pediu a penhora dos valores que o cantor tem para receber com essas apresentações. A juíza do processo deferiu a penhora e mandou intimar a produtora dos eventos e também o Youtube para que depositem todos os valores judicialmente, em favor da credora”, explicou Mohamad.

“Foi feita uma negociação na qual a minha cliente [a empresa South América Serviços e Assessoria Logística] vendeu um imóvel para eles, que se comprometeram a pagar, mas não o fizeram. Eram cinco parcelas e eles não pagaram nenhuma delas. O processo vem desde o ano de 2005. E por conta da morosidade do Judiciário está em andamento desde então”, continuou o advogado. O valor inicial do processo era de R$ 1,12 milhão, mas o valor já chega a R$ 5,5 milhões, por causa dos juros e correções.

Em resposta, a assessoria pessoal de Xanddy divulgou uma nota: “Como já falamos anteriormente, ingressamos com uma ação criminal contra a South America por estelionato e estamos recorrendo no Tribunal de Justiça. O processo está em recurso e confiamos na Justiça e que essa situação será brevemente solucionada”, afirma a nota assinada por Leandro Neves de Souza, advogado do casal.

Ainda segundo a defesa, o negócio foi suspenso até que as irregularidades da South América Serviços fossem solucionadas, o que nunca aconteceu: “Seguimos na busca dos direitos de Xanddy e Carla, certos de que há provas cabais da irregularidade da tentativa de venda praticada pela South América”, diz a nota, que você pode conferir na íntegra logo abaixo:

“A South América jamais apresentou a escritura do imóvel que lhe outorgava direito à propriedade, nem mesmo a certidão da matrícula, em que constasse como proprietária, mas apenas um contrato particular firmado com o verdadeiro proprietário em que este supostamente passava à empresa os direitos sobre o imóvel. Sendo assim, ela jamais foi proprietária do imóvel, e, pior, estava sofrendo questionamento judicial formulado pelo antigo proprietário em relação ao suposto contrato que firmou com a South América, em que essa adquirira os direitos sobre a propriedade. Tendo conhecimento disso, Xanddy e Carla suspenderam o negócio e se recusaram a efetuar qualquer pagamento até que as irregularidades fossem sanadas pela empresa, fato que jamais ocorreu.
Sem direito algum, a South América ingressou com ação de execução, visando o recebimento do valor acordado, mesmo jamais tendo sido proprietária do imóvel e, portanto, podido vendê-lo. Diante de todo o ocorrido, com o intuito de se proteger e minorar os enormes prejuízos que já haviam sofrido, Xanddy e Carla ingressaram com ação judicial para anular o contrato firmado com a South América, tendo em vista que claramente foram induzidos a erro para comprar um imóvel de quem jamais foi o real proprietário, estando o referido processo ainda pendente de julgamento no tribunal.

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