19 de August de 2019

Indústria cultural é destaque em roda de conversa na F2J

O debate sobre a indústria cultural e a interação das novas tecnologias de informação com os profissionais de comunicação foi realizado na última quinta, 12, na roda de conversa Redes em disputa: estratégias de ativismo na indústria cultural da Bahia , na Faculdade 2 de Julho (F2J), que lançou o curso de Pós-graduação Lato Sensu em Comunicação e Diversidades Culturaisda instituição.

O evento reuniu afundadoras e estilista do bloco afro Ilê Aiyê , Dete Lima, a jornalista, Camilla França, e o doutor em antropologia, Jocélio Teles, com mediação da professora da instituição, a doutora em antropologia Cleidiana Ramos, que coordena o novo curso de pós-graduação.

Da esquerda para a direita: Camilla França, Dete Lima, Cleidiana Ramos e Jocélio Teles

Segundo a jornalista e professora, Cleidiana Ramos, o evento apresenta uma análise sobre as transformações das dinâmicas culturais e dentro da comunicação. “As plataformas de comunicação social e de informação estão mudando e interagindo por muitas vezes, como por exemplo o WhatsApp que é da telemática, mas também é uma mídia onde várias linguagens convivem e difundem a informação em massa”, sugere.

A jornalista e professora da F2J, Cleidiana Ramos, foi a mediadora da Roda de Conversa

A também jornalista e produtora do Bloco Alvorada, Camilla França, apontou o debate como espaço para levantar questões significativas para os profissionais de comunicação. “É necessário discutir esses assuntos dentro da academia, porque junto com o processo da criação da arte é o que fomenta a reprodução da criatividade e compreensão da produção em série e como a tecnologia pode influenciar a indústria cultural”, pontua.

Durante sua fala, Dete Lima, estilista do Ilê Aiyê, se emocionou ao relatar sua história e realizações dentro do bloco afro. “Nós mudamos a estética negra, principalmente através das cores do Ilê Aiyê, que são vermelho (sangue dos antepassados), preto (a cor do povo), amarelo (riquezas, ouro) e branco (paz), dando vida às transformações que são vistas na presença do negro nas universidades, no empoderamento e no orgulho de ser negro”, diz a estilista.

Emocionada, Dete Lima, estilista do Ilê Ayiê, marcou o evento da última quinta, 11, falando sobre o orgulho de ser negro

Jocélio Teles, doutor em antropologia e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), indicou que a indústria cultural não é apenas um meio manipulador, mas um espaço de estratégias hierárquicas. “A reflexão sobre essa indústria permite a compreensão das ações e da existência do mercado, porque podemos considera-la um campo de batalha”, afirma.

Para mais informações sobre o novo curso
de Pós Graduação Latu Sensu em Comunicação e Diversidades Culturais clique aqui

Acompanhe abaixo mais imagens do evento

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