Ibovespa chega a 86 mil pontos e regista a maior queda do século

Índice da B3 volta para a mesma pontuação do ano de 2018

Queda da bolsa de valores
Ibovespa sofre a maior queda do século

Nesta segunda-feira (9), as bolsas do mundo inteiro caíram. Na B3, o mecanismo que serve como uma válvula de segurança foi acionado pela primeira vez desde 2017. A queda do Ibovespa foi tão grande que chegou a 12,7%, perdendo apenas para a data 10 de setembro de 1998 quando caiu 15,83%. Depois de ontem, o índice da Bolsa encerrou com 86.067 pontos, a menor pontuação a partir de dezembro de 2018.

Segundo Jason Vieira, economista da Infinity Asset, “Do ponto de vista fiscal, a atual cotação do petróleo é insustentável para os países que dependem da commodity. A Arábia Saudita não vai conseguir manter esse preço por muito tempo”. Ele explica que, um acordo entre países produtores pode reduzir a volatilidade do mercado. E, além desses acontecidos, o “índice do medo” também registrou o maior alta desde 2008.

Durante o dia, o CDS (Credit Default Swap) do Brasil, um tipo de seguro contra calote de países, subiu de 50 pontos para 193 pontos. Quanto maior o indicador, maiores as chances de o país não honrar com os credores internacionais. Esse medo tem estimulado a fuga de investidores de outros países, que, na sessão do dia 5, sacaram recursos de cerca de 1 bilhão de reais, deixando o saldo negativo de março em 5,7 bilhões de reais. No ano, as saídas líquidas somam por volta de 45,9 bilhões de reais.

No exterior, a situação não foi diferente. O principal indicador da bolsa de Londres caiu 7,25%, o de Paris recuou 8,39% e o de Frankfurt, 7,94%. Madri e Milão registraram quedas de 7,64% e 11,17%, respectivamente.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*