Entidades internacionais mostram preocupação com o discurso de Jair Bolsonaro

Órgãos cogitam coordenação entre discursos de Bolsonaro e Trump

Jair Bolsonaro faz pronunciamento sobre coronavírus

Na terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro passou mensagem ao país sobre o coronavírus e o tom usado no discurso deixou entidades internacionais preocupadas com a vida de milhares de pessoas que residem no Brasil e também no mundo inteiro.

Fontes de alto escalão em Genebra se questionam sobre o ato do presidente brasileiro. Uma das maiores dúvidas é se foi algo “espontâneo” ou algo coordenado para “testar o terreno” e reforçar o discurso e posicionamento do presidente dos Estados Unidos, Trump. 

Não é a primeira vez que entidades internacionais suspeitam de uma ordem na mensagem entre os governantes de ambos os países. Uma semana atrás, depois de Trump ter usado o vírus para atacar a China, Eduardo Bolsonaro voltou dos Estados Unidos com o mesmo discurso. Isso abriu uma crise diplomática em Pequim, onde insinuaram que o filho do presidente foi instruído a ter a mesma postura.

Na fala de Jair Bolsonaro esta semana, ele questiona alguns pilares martelados desde janeiro pela Organização Mundial da Saúde para o enfrentamento da pandemia. Ele contrapôs o distanciamento social e o fechamento das escolas. Mas, deixou a impressão de que o coronavírus só atinge os mais velhos, o que não é o caso.

Além de agências internacionais, vários diplomatas estrangeiros qualificaram como “alarmante” a reação do presidente do Brasil. Há algumas semanas, Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que passar a ideia de que se trata de uma doença que mata somente idosos, representa a “falência moral” da sociedade.

Para os organismos internacionais, o discurso é “perigoso” por incitar os mais jovens a desrespeitar medidas de isolamento social e cuidados básicos. Mas o tom de Bolsonaro diminuindo a doença e a chamando de histeria e “gripezinha”, foi o que gerou grande preocupação entre os técnicos internacionais nesta quarta-feira. 

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