23 de April de 2019

Combate a Fake News é destaque da palestra na F2J

A importância do combate a disseminação de notícias falsas – as conhecidas Fake News – e os processos da comunicação interferindo na sociedade, foram temas abordados na noite da última quarta-feira (6) na palestra A Era da Fake News, realizada no auditório Capela da Faculdade 2 de Julho (F2J).O encontro marcado pela integração das experiências profissionais teve a presença de Camila Botto professora da FDJ e idealizadora do evento; Efson Lima, coordenador do Núcleo de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da  instituição; e dos jornalistas convidados Jefferson Beltrão e Fernando Duarte.

A palestra reforçou o olhar jornalístico e jurídico sobre a produção de novos conteúdos e de como essas notícias falsas ganharam destaque após a eleição presidencial dos Estados Unidos em 2016, quando o termo “Fake News” se consolidou. Para Camila Botto, é de fundamental importância debater as Fake News na atualidade, citando formas de como os profissionais de comunicação podem combatê-las.

Camila Botto é professora dos cursos de comunicação da instituição e foi a mediadora da palestra.

“Ultimamente as fake news foram decisivas nas eleições do Brasil e Estados Unidos, então o cuidado em compartilhar o conteúdo que não seja verdadeiro é extremamente importante. Um dos passos para verificar a noticia é o conhecimento do site, a verificação na data da publicação e a percepção em checar se a notícia tem uma estrutura de texto coerente”, explica Camila.

Segundo Jefferson Beltrão, as fake News sempre vão existir. Para o jornalista, lidar com a informação, na maioria das vezes, é interagir com pessoas. A maioria das  informações que são produzidas e divulgadas referem-se a indivíduos.

Jefferson Beltrão destacou que o jornalismo é uma prestação de serviços.

Beltrão ainda destacou em sua participação no evento que o maior patrimônio do jornalista chama-se credibilidade. Para ele, o combate contra as Fake News deve ser feito exercitando os princípios básicos do jornalismo que continuam em vigor até hoje. “A produção de informação acaba ocorrendo não apenas pelos jornalistas, mas sim por qualquer pessoa que acreditar estar no direito de produzir informação. Então o exercício da precisão na apuração dos fatos, atenção a divulgação dos conteúdos e agilidade para colocar isso em pratica é o diferencial para inibir as fake news”, acrescenta o jornalista.

Profissão

O jornalista Fernando Duarte, editor-chefe do site Bahia Notícias contou um pouco da sua experiência no ramo e os processos que são enfrentados no exercício da profissão. “O tema Fake News é extremamente relevante no contexto que estamos inseridos com a proliferação e viralização dessas informações falsas. Precisamos discutir e amadurecer ideias para tentar combater, ou pelo menos inibi-las, para assim conseguirmos mitigar os estragos que esse problema causa na sociedade como um todo”, afirma Fernando.

O Coordenador do Núcleo de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da F2J, o professor Efson Lima, aponta que discutir as Fake News é abordar a existência do estado democrático. “Nos últimos anos a democracia tem sido violada, e analisar a responsabilidade desses agentes que causam a perplexidade é necessário. Aos jornalistas e futuro comunicólogos, temos um compromisso com a democracia, um debate ético, com verdadeiro filtro, separando o viés político, ideológico do nosso compromisso como cidadão”, reitera o professor.

Confira mais fotos do evento abaixo:

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