Carlos Guerra, dono do Giraffas, afasta filho do cargo por declarações sobre o covid-19

Carlos Guerra contraria o discurso do filho Alexandre Guerra

Carlos Guerra, CEO e fundador do Giraffas, afastou o filho da sociedade e da administração da empresa após divulgar um vídeo criticando a estratégia de combate ao coronavírus, que é o isolamento social. Nesse vídeo, Alexandre Guerra fala que o maior problema da crise não serão as mortes, mas sim os efeitos econômicos.

Mas, ao contrário do seu filho, Carlos gravou um vídeo falando de maneira oposta e defendeu as recomendações das autoridades médicas e a quarentena dos funcionários. Ele afirma que os colaboradores estão de férias coletivas e não  perderão os empregos depois que tudo isso passar. 

Carlos faz um pronunciamento dizendo: “Alexandre Guerra é meu filho e fez gravações que não concordamos e pedimos que não fossem conectadas ou vinculadas ao Giraffas. Infelizmente, isso aconteceu. Ele estava tentando falar para um grupo de empresários que assessora. Concordamos que ele deixe de ser acionista da empresa e deixe o cargo de membro do conselho de administração. Ele não trabalha na empresa há mais de quatro anos. A relação entre pai e filho continuará próxima e amigável porque em casa sabemos conviver com o contraditório.”

Ele também comenta sobre a posição dos funcionários neste momento: “Pedimos para eles ficarem em casa, tomarem o máximo de cuidado, colocamos de férias remuneradas e dizendo que fiquem despreocupados que terão seus empregos na hora do retorno ao trabalho. Em relação à crise, estamos obedecendo autoridades médicas responsáveis: de ficarmos em casa e obedecermos esse isolamento até que nosso sistema de saúde seja capaz de determinar uma política diferente.”

O vídeo de Alexandre, que gerou toda a polêmica, é falado que pessoas não deveriam temer o vírus, mas sim ter medo de perder o emprego. Isso tudo além de também ironizar a quarentena. “Você que é funcionário, que talvez esteja em casa numa boa, numa tranquilidade, curtindo um pouco esse home office, esse descanso forçado, você já se deu conta de que, ao invés de estar com medo de pegar esse vírus, você deveria também estar com medo de perder o emprego? Será que sua empresa tem condições de segurar o seu salário por 60, 90 dias? Você já pensou nisso?”

Após todas as declarações, Carlos ressalta que o Giraffas não apoia nenhum governo e que é uma empresa pluralista. E complementa dizendo que ele é a única pessoa autorizada a falar pelo negócio. O seu comentário repercutiu de forma positiva nas redes sociais, ao contrário do filho.

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