A segunda-feira é marcada pela alta do dólar que chega a R$4,72

No mercado à vista, o dólar fechou com quase R$ 4,80

Alta do dólar
Dólar sofre com a maior alta da história

A segunda-feira (09) foi marcada por forte tensão no mercado financeiro mundial e o dólar teve a maior alta desde 6 de novembro de 2019, quando subiu 2,2% por conta do leilão do pré-sal. A divisa dos Estados Unidos fechou em novo recorde em meio à onda de fuga do risco causada pela decisão da Arábia Saudita de reduzir preços e aumentar a produção do petróleo. Para o setor de câmbio, o dólar só não aumentou mais porque o Banco Central colocou US$ 3,5 bilhões no mercado de câmbio, em duas vendas de moeda à vista, leilão que não se fazia desde dezembro do ano passado. No mercado à vista, o dólar fechou com alta de 1,95%, chegando a R$ 4,7243.

Segundo o chefe da mesa de câmbio da Frente Corretora, Fabrizio Velloni, o clima no mercado financeiro mundial fez vários investidores retirarem recursos, o que pressionou suas moedas. “Aqui, o Ibovespa atingiu o circuit breaker logo pela manhã, quando o principal índice de ações brasileiro despencava 10%.” Com isso, o Ibovespa seguiu decaindo e chegou a perder 12%, a pior perda em quase 22 anos.

O Banco Central tem “muita munição” de elevadas reservas internacionais para lidar com piora do câmbio, avalia o estrategista de moedas do banco de investimento americano Brown Brothers Harriman (BBH), Ilan Solot. “Com esta munição, se o BC quiser de fato segurar a disparada do dólar, ele será eficaz no curto prazo.”

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